segunda-feira, 1 de junho de 2020

[Resenha] Isekai Cheat Magician

Reúna TODOS os clichês de um isekai e torça para dar certo!

Ah, os isekais. Este gênero de anime que apareceu com força nos últimos tempos, que muitas vezes nos dá animes muito bons, como Re:Zero, e em outras… nos dá o anime do smartphone. Já vem de algum tempo que este gênero, tão fechado em sua especificação, vem sendo explorado. E ficou bem óbvio para quem os escreve, que teriam que buscar alguma forma de diferenciação entre estas obras. Por exemplo, Overlord, onde o protagonista fica preso dentro de um jogo desativado. Ou No Game, No Life, onde um casal de irmãos vai parar num mundo regido por jogos. Ou Log Horizon. Ou Sword Art Online. Ou KonoSuba. Enfim, são vários os animes isekai que conseguem buscar algo que os diferencie um do outro, para sobressair. O problema é quando uma obra isekai tenta achar algo para sobressair – e não consegue.

Este é o caso de Isekai Cheat Magician. Neste anime, o protagonista é arrastado para este novo mundo, com tema medieval, juntamente com sua melhor amiga. Neste novo mundo, ele acaba descobrindo que ele é o ser mais forte daquela terra, e terá que encontrar um jeito de proteger a todos de uma terrível ameaça, enquanto tentam procuram um meio de voltar para o seu mundo. Soa familiar? Porque é. O mote principal aqui é o protagonista ser forte demais, como se fosse uma… Trapaça. (“Cheat”, “trapaça”… Sacou? Sacou?)

O grande problema deste anime está na forma como foi contado. Enquanto alguns procuram contar a história com humor, e outros contam como um grande épico, sempre ressaltando grandes momentos, Isekai Cheat Magician conta… Com lentidão. Os episódios são arrastados, quase que com má vontade, digno de um novato que está começando a escrever agora – e que, por sorte, conseguiu ser adaptado para a TV logo em sua estreia.

Alguns momentos que exigiam mais emoção, simplesmente são mostrados com a mesma lentidão, perdendo completamente o tom que pedia aquele acontecimento, sendo apenas mais um fato dentro da história, tornando tudo muito linear na narrativa. Nada sobressai, nada se destaca.

Da esquerda para a direita: Lemyia, a instrutora/peituda da história, Taichi, Rin e Myura, uma garota cujo design muito me lembrou o Link, de “Zelda”

Os personagens também não poderiam ser mais genéricos. O protagonista, Taichi, é apenas um cara normal, e continua sendo o cara normal, mas que tem que lidar com o fato de que é o mais forte ser vivo daquela realidade. Poucos são os momentos em que este fato o ressente, de alguma forma. Rin, sua amiga de infância e que foi sugada para este mundo por engano, também não conta com nada que a torne algo mais importante do que ser a “amiga do protagonista”. Justiça seja feita, o roteiro deixa várias deixas para Rin se mostrar mais, colocar-se como uma peça mais importante na história do que aparenta ser. Porém, assim como o resto, o roteiro deixa passar, sub-aproveitando o potencial da personagem. Também temos Lemiya e Myura, que tão pouco destaque, é provável que você esqueça que existam.

Assistir aos 12 episódios de Isekai Cheat Magician foi, sem dúvidas, uma experiência interessante. Acabei aprendendo sobre como um anime, baseado em um gênero com fórmulas prontas para o sucesso, poderia entregar algo ruim. Pode-se pensar neste anime como “o que não fazer em um isekai”.

Pelo menos, a opening é boa.

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